28 julho 2009

Novidade (quase) comum

A vida não é mais a mesma
Ainda que o mesmo não seja igual
Vivo diferente, igualmente
De quando o dia era irreal.

Sinto falta do que não tive
Mesmo que em sonho tivesse
Sonho com um sonho que vive
Ainda que este nunca houvesse.

Aspiro o som da solidão
Que chega lenta, sem emoção
O vazio que acompanha meu drama
Não conhece este coração que ama.

O sol, pondo-se à frente
Ilumina a tristeza presente
Raios clareiam, escurecem
Sentimentos vazios, que permanecem.

De tudo, o que resta? Nada!
É solidão que somente afaga
O que nunca busquei, e sinto
Esse amor que vivo. E minto.

(11/07/09)